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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Tyrannides
 Wetmore & Miller, 1926
Parvordem: Tyrannida
Família: Tyrannidae
 Vigors, 1825
Subfamília: Tyranninae
 Vigors, 1825
Espécie: M. maculatus

Nome Científico

Myiodynastes maculatus
(Statius Muller, 1776)

Nome em Inglês

Streaked Flycatcher


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Bem-te-vi-rajado

O bem-te-vi-rajado é uma ave passeriforme da família Tyrannidae.
Também chamado de siriritinga, bem-te-vi-preto e rajada (Sul do Piauí).

Esta espécie pode ser confundida com o bem-te-vi-pirata (Legatus leucophaius) e com o peitica (Empidonomus varius), mas é maior que os dois. É uma espécie geralmente solitária e quieta, cantando com mais intensidade ao entardecer ou nas primeiras horas do dia. Também conhecido por soluço.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) muia = mosca; e de dunastës = governante; e do (latim) = maculatus, macula = manchado, com manchas, mancha. ⇒ Governante das moscas manchado.

Características

A maior das espécies rajadas da família, destaca-se pelo enorme bico e cabeça desproporcional ao corpo. É do tamanho do bem-te-vi. As listras superciliares brancas não se unem na nuca, como nas outras espécies de plumagem rajada.

ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Subespécies

Possui sete subespécies reconhecidas:

(Clements checklist, 2014).

Fotos das subespécies de Myiodynastes maculatus que ocorrem no Brasil
(ssp. maculatus) (ssp. solitarius)

Alimentação

Alimenta-se de insetos que apanha em voo a partir do poleiro e também de pequenos frutos como o da canela-amarela, sendo um provável dispersor de sementes. Gosta muito também das bananas maduras da embaúba. Aprecia os frutos/sementes da aroeira-do-campo (Schinus lentiscifolius). Adora cigarras e, para comê-las, faz os seguintes passos: primeiro ele as apanha em pleno voo, em seguida bate a cigarra repetidas vezes em um galho até suas asas caírem, depois joga o corpo da cigarra para cima e a engole.

Reprodução

Migratório no Pantanal, chega no final de julho/agosto para iniciar logo a reprodução. Ninho em ocos de árvore, geralmente feito por pica-paus.Também usa ninho com entradas laterais (de surucuá e outras aves) nos cupinzeiros arborícolas. Leva folhas e capins para a cavidade, fazendo um ninho propriamente dito. O casal alimenta a prole, afastando agressivamente predadores. A fêmea é encarregada tanto da construção do ninho quanto da incubação, que leva 16 ou 17 dias. O casal se reveza na alimentação dos filhotes, que deixam o ninho 18 a 21 dias após a eclosão. Também procria em postes na cidade, aproveitando-se de medidor de relógio com vidro quebrado ou refletor desativado com vidro quebrado; aproveita ninhos de joão-de-barro (observação pessoal), esses locais de reprodução são arborizados. Na região central do Estado de São Paulo também é migratório permanecendo de setembro a março, ou seja, na primavera/verão,período em que se reproduzem.Quando os filhotes crescem,migram para outras regiões de modo que não são vistos no outono/inverno (Observação pessoal, João de Almeida Prado, Bariri-SP).

Hábitos

Habita a parte interna das matas ciliares, cerradões, cambarazais e matas secas. Ocasionalmente, aparece em áreas de cerrado denso. Não costuma ficar em poleiros expostos, como as outras espécies rajadas. Apesar do tamanho, confunde-se bem com a folhagem, usando as diferenças de luz e sombra da região abaixo da copa. Muitas vezes, é difícil distingui-lo nesses locais. Vive em casais ou grupos familiares, muito agressivos com outros bem-te-vis-rajados. O chamado de contato mais usado e capaz de denunciá-lo parece um soluço agudo, levemente anasalado, repetido várias vezes. As outras aves respondem e podem encher a mata com esse som. Sua vocalização consiste em uma série de guinchos repetidos. Passa a maior parte do tempo pousado em poleiros nas árvores das bordas de matas secundárias, florestas de galeria ou matas de várzea.

Distribuição Geográfica

Ocorre desde o México até a Argentina, presente em todos os países sul americanos, exceto o Chile. Realiza migrações sazonais, indo para as latitudes mais baixas no inverno.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos